segunda-feira, 21 de julho de 2008

Do encontro das 'Luzes'

A abertura mental para o pensamento crítico é o primeiro passo para compreender os processos filosóficos. Por pensamento crítico entendemos a não-alienação; questionar-se constantemente os próprios conceitos; 'ligar as funções mentais POR QUE?, PARA QUE?, QUAL O SIGNIFICADO?, COMO?, etc'.

Entender, primeiramente, o que fazemos por necessidade e o que fazemos pura e simplesmente por influência da massa.

A primeira problematização comumente levantada por aqueles que começam a questionar-se logicamente é a origem da existência. O impasse secular entre religião e ciência; teísmo e ateísmo; homem e deus.

Em geral, após uma acertada análise filosófica sobre este tema, aceita-se o ponto de vista de Georgy Gamow, tomando a teria do Big-bang como a explicação mais lógica a cerca do surgimento do universo e, logo, tudo o que nele há. Aceitar somente não é válido. Compreender é preciso, pois, apenas afirmar aceitar tal teria, sem compreendê-la primeiramente, o fará pensar como um teísta, diferindo simplesmente no foco da crença.

Comumente, é no auge da adolescência (15 à 17 anos) que ascende no interior do sujeito pensante esta inquietação a cerca deste tema. Quando não, dificilmente o sujeito o despertará na vida adulta.

Concluimos, por observação, que negar a existência de um criador
(seja lá qual for) ou compreender racionalmente que não há ninguém 'lá fora' que se importa com a humanidade, parece ser o primeiro e maior passo para o despertar às 'Luzes' do pensar filosófico. E isto é absolutamente compreensível, pois negando uma premissa tão enraizada na sociedade - globalmente considerando - todo o resto torna-se muito mais facilmente questionável. Dubitável.

Em outras palavras: se toda a sociedade ocidental guia-se por determinantes cristãs, e a cristandade não passa de um modo de maipulação de massa, extorsão e politicagem, logo a sociedade toda o pode ser.

O ceticismo precede toda reflexão filosófica existencialista. Não aceite apenas, QUESTIONE!

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